SEBASTIÃO PIMENTEL
29º
MANDATÁRIO DO RIO GRANDE DO NORTE 29º (VIGÉSIMO NONO) GOVERNANTE DA CAPITANIA
DO RIO GRANDE DO NORTE, NO PERÍODO DE 1692 – 1693
PRECEDIDO POR
AGOSTINHO
CÉSAR DE ANDRADE
SUCEDIDO POR GOVERNO DO SENADO DA CÃMARA
Foi nomeado Capitão-mor da Capitania do Rio Grande pela
Provisão Real de 17 de março de 1692. Duas semanas antes, contudo, a 28 de
fevereiro, El-Rei, Dom Pedro II (1648-1706), comunicava ao Senado da Câmara de
Natal suas disposições sobre o assunto. Dizia ele que (a) faria mercê deste
posto a Pimentel por três anos; (b) em face de sua comprovada insuficiência de
recursos, pelo que lhe seria demasiado oneroso viajar à Bahia para prestar os
indefectíveis preitos de homenagem e juramento à Capitania em vias de assumir,
havia-o por bem dispensado daquela liturgia, e que, ainda, (c) autorizava que
passasse a fazer jus aos vencimentos correspondentes ao cargo a partir do
momento que embarcasse em Lisboa. Pimentel, portanto, apesar de bastante idoso
e doente, era – vê-se nas entrelinhas desta comunicação – homem estimado pela
Coroa Portuguesa. Os indígenas voltam, gritando e matando, até o Ceará-Mirim,
onde deixam doze cadáveres de brancos. Matias Cardoso, Mestre-de-campo dos
paulistas, dos 800 homens que tinha, conta apenas 200 porque não cumpriram a
promessa de se lhes pagar (CÂMARA CASCUDO, 1984, p. 99). A luta é acirrada,
feroz; os ânimos estão exaltados: os sesmeiros, já o dissemos, não têm
condições de adquirir escravos negros e capturam, aqui e ali, índios,
forçando-os ao trabalho agrícola (próprio às mulheres, em sua cultura),
humilhante e indigno para guerreiros. Como resultado, o levante. O auxílio de
capitanias circunvizinhas era vago e incerto, não havia recursos – armas,
munições, mantimentos. Sebastião Pimentel, nessa barafunda, praticamente nada
pôde fazer, além de reiterar pedidos de socorro, até falecer, em Natal, a 3 de
outubro de 1693. Assumiu a administração da Capitania, então, o Senado da
Câmara, até que viesse o substituto legal, Agostinho César de Andrade (V. 31º
Mandatário na pág. 143)
FONTE
– FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO